Imagine entrar no metrô em um dia comum e perceber, tarde demais, que o destino final não é o que você esperava. Essa é a premissa de A Última Estação, livro de estreia de Diogo Betioli, lançado originalmente na Bienal do Livro de São Paulo e que rapidamente conquistou leitores de terror e mistério.
O que torna a obra tão envolvente é a combinação de três elementos:
1. Um cenário familiar
Quase todo paulistano já pegou o metrô. Transformar esse ambiente cotidiano em um pesadelo cria uma identificação imediata.
2. Mistério crescente
A cada capítulo, novas pistas surgem — e nada é exatamente o que parece. O leitor avança com a mesma sensação de desorientação dos personagens.
3. Terror atmosférico
Betióli não depende de sustos fáceis. Ele constrói tensão, silêncio, estranheza. O medo vem do clima, não apenas dos eventos.
O sucesso foi tão grande que o livro ganhou uma continuação, A Última Estação 2, lançada na Bienal de SP em 2024. A sequência aprofunda o mistério e mostra que a entidade por trás dos acontecimentos talvez nunca tenha sido derrotada de verdade.
Para quem gosta de terror urbano, essa duologia é leitura obrigatória.


