O Terror do Cotidiano: Como Diogo Betioli Reinventa o Medo no Brasil

O terror brasileiro vive um momento especial — e poucos autores representam tão bem essa nova fase quanto Diogo Betioli, escritor paulistano que transforma o cotidiano em palco para o desconhecido. Em suas obras, o medo não vem de monstros distantes ou castelos abandonados, mas de lugares que todos nós conhecemos: o metrô, a vizinhança, a rua por onde passamos todos os dias.

Essa é uma das marcas mais fortes do autor: o terror possível, aquele que poderia acontecer com qualquer pessoa. Talvez por isso seus livros causem tanto impacto — porque, ao fechar as páginas, o leitor continua olhando para os cantos da própria casa com desconfiança.

Influenciado por clássicos do survival horror como Resident Evil e Silent Hill, Betioli traz para a literatura a sensação de paranoia constante, a dúvida sobre o que é real e o que é apenas fruto da mente. Seus personagens são pessoas comuns, e é justamente essa normalidade que torna tudo mais assustador.

Se você busca histórias que mexem com a imaginação e deixam marcas, vale conhecer obras como A Última Estação, CEP e Em Casas, cada uma explorando um tipo diferente de medo — do sobrenatural ao emocional.